Resenha - Scott Reeder- Tunnelvision Brilliance (2005)
Não bastasse todo hype atual que gira em torno do Queens Of The Stone Age (capitaneado por seu ex-guitarrista Josh Homme), da boa aceitação na cena alternativa dos álbuns-solos de Brant Bjork (ex-baterista), e das inúmeras bandas nas quais o vocalista John Garcia empresta sua voz sussurrante, finalmente chegou a vez do baixista Scott Reeder promover seu debut: ‘Tunnelvision Brilliance’ conta com treze faixas e facilmente pode funcionar como um contraponto bem sacado para as performances intensas do baixista na época do Kyuss. Isso mesmo. Não espere por aqueles timbres distorcidos e graves em excesso, nem composições bate-cabeça, com riffs demolidores. Em ‘Tunnelvision’, o que impera são dinâmicas, dedilhados de violão, composições introspectivas e até uma ‘veia pop’ indiretamente enxertada na maioria das músicas.
Reeder, a exemplo de seu ex-parceiro de banda Brant Bjork, também optou pelo estilo ‘one man band’: gravou todos os instrumentos do álbum e mandou ver nos vocais. E justamente neste setor que uma influência notória do rock progressivo vem à tona. David Gilmour (vocalista/guitarrista do Pink Floyd) provavelmente ficaria orgulhoso de seu pupilo do deserto. Músicas como ‘The Silver Tree’, ‘When’ e ‘To Na End’ tem uma essência ‘Floydiana’ cuspida e escarrada. Outro bom destaque também é a melancolia moderna de ‘For Renne’ e a hipnótica ‘Away’.
(Fernando Cappelli)
2- Thanks
3- The Silver Tree
4- Away
5- Diamond
6- When?
7- For Renee
8- The Day of Neverending
9- Queen of Greed
10- Fuck You All
11- To an End
12- The Fourth
13- As I'm Dreamin'

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