Monday, January 16, 2006

I don´t wanna be a fucking rockstar, baby

O site www.psicodelia.rg3.net logo deve disponibilizar uma entrevista feita com o Saturn XII. Confira aí algumas das perguntas da reportagem. E tragam logo nossas 1000 toalhas brancas e a psicina de iogurte de morango.


Quais os nomes e instrumentos de cada um?

A banda é composta por Márcio Gomes (vocal), Vinícius Castelli (guitarra), Jean Gantinis (guitarra), Adilson Ribeiro (baixo) e Fernando Cappelli (bateria).

Quais são as influências de cada um em particular e da banda em geral?

As influências basicamente se desmembram entre o hard rock da década de 1970 e o stoner rock, (estilo de som mais pesado, também com essência no panorama dos anos 70). No meio disso tudo, há também o background particular de cada um, sempre presente nas músicas: blues, metal, grunge, jazz. Na verdade existem algumas poucas unanimidades entre nós: Black Sabbath (claro!), Nebula (banda californiana surgida em 1997). Sem falar, é claro, também do churrasco e da cerveja gelada.

Há quanto tempo vocês tocam?

Eu (Fernando), o Vinícius, o Márcio e o Adilson tocamos há cerca detreze, quatorze anos. O Jean, que é tipo um ‘pai de todos’ do rock aqui no ABC, deve ter mais de 25 anos de guitarra. Militamos pela cena rocker daqui há um tempão, com diferentes bandas. Mas só agora é que realmente conseguimos juntar esse time e fazer um som de verdade, do nosso jeito.

Qual a origem do nome da banda?

É o nome da décima segunda lua de Saturno (também chamada de Helene). Na verdade, queríamos um nome com essa temática espacial - bastante comum no stoner rock -, e ao mesmo tempo bem simples. O nome ‘Saturn’ surgiu espontaneamente, logo nos primeiros ensaios. O twelve (12) veio na seqüência, para dar um pouco mais de personalidade.

Por que a necessidade de cantar em inglês?

Não vemos isso como uma necessidade, e sim como uma forma mais eficiente na hora de criarmos nossos sons. Pode ser uma mera impressão, mas a métrica das músicas combina perfeitamente com a língua Inglesa e colabora mais para reforçar o estilo. Mas não temos nenhum tipo de preconceito com o Português. Muito pelo contrário.


Fazendo uma alusão ao nome da banda, qual a distância entre o planeta de vocês e a realidade, metaforicamente falando? (já que Saturno fica a mais de dois planetas de distância da Terra).

Uma realidade baseada em metáforas deixa tudo mais subjetivo e enigmático. Com isso, essa suposta distância pode variar muito. Tudo gira em torno de uma questão interpretativa. Nossas músicas têm letras bem despojadas, com algumas temáticas psicodélicas e até críticas. E nada estritamente intelectualizado também. Ainda confiamos na premissa do rock que é feito pra ser divertido e contundente na medida certa.

Quais são os planos de vocês? Quando sai o primeiro álbum?

O ano passado foi bem satisfatório. A banda começou em fevereiro, com gás total. Compusemos uma boa quantidade de material rápido, cerca de 10 músicas em seis meses. Depois, conseguimos fazer alguns shows legais aqui pelo circuito paulista. Testamos os sons ao vivo e, tanto eles quanto a banda funcionaram muito bem no palco. O nosso primeiro álbum deve sair ainda no primeiro semestre de 2006. Também está em pauta fazer alguns shows em outros Estados e até tentar ir pra Argentina. Ainda são planos. Mas é sempre bom pensar grande.

O que vocês acham da situação atual de bandas independentes no Brasil?

Uma banda independente hoje em dia tem de ser encarada com o máximo possível de requintes profissionais. E isso engloba marketing, investimentos, viagens, divulgação. Tudo por conta e suor próprio. Chegar no palco e fazer um puta show é apenas uma das muitas tarefas. Para se manter na ativa do circuito independente, tem de abraçar a causa mesmo e tentar ‘vender seu peixe’ da forma mais completa possível. É redundante falar também que a agilidade e possibilidades das trocas de informações pela Internet são cada vez mais fundamentais.

Somos do ABC, uma região de onde tradicionalmente sempre proliferaram boas bandas de rock. Mas atualmente tem uma cena um tanto anêmica e estagnada. As casas de música daqui quase só abrem espaço para bandas cover, e ainda rola aquele esquema de te fazer tocar quatro horas em troca de meia-dúzia de cervejas. Isso é ridículo. Claro que, inveitavelmente, você acaba entrnado em algumas 'frias'. Mas é essencial tentar não se sujeitar mais a isso e começar encarar as coisas de outra forma.

O que é uma viagem psicodélica pra vocês?

Isso é uma coisa muito abrangente. Pra gente, funciona mais como mais uma forma de expressão, para temperar e personalizar nossos sons com riffs hipnóticos, texturas e dissonâncias viajantes. Não precisa estar necessariamente ligado a qualquer tipo de ‘viagem química’. Se bem que isso até tem algum fundamento entre nós, já que os guitarristas dessa banda são totalmente viciados em Coca-Cola.

Lisergia ou cervejas?

Cerveja, sempre. E alguma lisergia também, sem problemas. De preferência ligada em um amplificador no talo, com doses de muito peso, levadas ensandecidas e graves gordurosos.

2 Comments:

Blogger Bina said...

legal seu blog! faço jornalismo sim, mas gosto mesmo é de dançar! sou bailarina, hehehe e espero continuar sendo só isso. Gosto de escrever, muito. Mas não vou ser jornalista. até mais

9:47 AM  
Blogger L. F. Volkweis Filho said...

Amigo blogger,

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4:11 AM  

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